segunda-feira, 26 de julho de 2010

Xiitas x Sunitas em Terras laicas

        Moro no Estado que tem mais evangélicos por cabeça no Brasil. Soou como se isso fosse um grande problema né? Pois é, gostaria que não fosse.
        Não sou evangélico. Não sou católico - ok, no papel talvez. Não sou espírita. Não sou de nenhum altar. Sou de templo nenhum. E também não sou ateu, apenas tenho minhas conclusões sobre o que vem a ser Deus - ou o nome que queira dar - e acredito em minhas conclusões sem que eu queira que você também acredite nelas.
        Não me coloco preconceituoso em entender as crenças alheias, mas não suporto o Spam religioso ao qual somos submetidos. Entrar em uma loja de um shopping aberto ao público em geral e estar tocando música gospel do pior tipo é agoniante. Passar na rua e um pastor maluco estar com uma caixa acústica de som em seu volume máximo é algo absurdamente revoltante. Qual o problema em respeitar o espaço público como ele é definido em Constitução: LAICO.
        Aqueles não evangélicos são tratados como o inimigo. O mal presente no mundo. Apenas por não considerar Deus da mesma forma ou por não acreditar da mesma maneira.
        RESSALTO: Não estou falando de todos os evangélicos, apenas dos "SPAMMERS"religiosos que não respeitam ninguém.
        Agora vem a parte interessante: Na política o feitiço virou contra o feiticeiro. Essa gana em definir bem e mal entre Evangélicos e não Evangélicos, entre Sunitas e Xiitas tupiniquins, vem sendo utilizada por diversos candidatos que se dizem evangélicos apenas para explorar os eleitores religiosos pré arrebanhados por estes pastores malucos. A absurdidão religião-política é tanta que hoje temos em praticamente todas as casas legislativas as famigeradas BANCADAS EVANGÉLICAS compostas por políticos que fazem uso do discurso "vou salvar a família pregando Deus no plenário", mas que não vêem problemas em se fazerem de vampiros em máfias da Sanguessuga. Que não vêem problemas em conseguir seus divinos 10%. Seja no caixinha do templo ao qual frequentam, seja nas ambulancias das quais mais ninguém comenta.
        Ah, só pra lembrar. Um destes políticos é desse estado onde moro. Candidato, inclusive..
      
    

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sucesso no Brasil é escárnio da População

      Fácil afirmar que ninguém vê com bons olhos o sucesso alheio. 

      Veja bem, eu falei alheio presumindo que pelo menos o sucesso de seus amigos seja admirado e aprovado. Ou não. Ou nem esses são admirados.
      É necessário um exercício quase que extra corpóreo para entender o que quero dizer.  
      Assumir a inveja é algo absurdamente difícil. É preciso colocar-se como terceira pessoa de si e, mais complicado ainda, ser imparcial consigo. Tente algum dia fazer isso e, se conseguir, parabéns! Você está pronto para dizer "NÃO SOU MAIS BRASILEIRO" - pelo menos não um brasileiro padrão.
     Desde pequenos fomos treinados para admirar a superação. A pessoa que vem de baixo e tem sucesso na vida. O pobre coitado que não fez nada lutou e que conseguiu "vencer" na vida. Algumas igrejas fazem um excelente uso disso, mas não vem ao caso.
      Não quero nem passar perto de Teoria do Jogo pra tentar falar mais sobre isso. Tentar explicar o que a maioria não quer entender.
      Quero fazer como todo mundo e apenas questionar.
      Questionar porque não admiramos uma ideologia ao estilo yank do "get rich ou die trying" (fique rico ou morra tentando)?
      Porque não assumimos que se alguém tem sucesso pode ter sido por mérito próprio e não por demérito alheio?
      Isso teria origem na diferença social? Seria nosso amago porco capitalista ou comunista pedofagista? Seria o sexo dos anjos? Qual a resposta para a vida, o universo e tudo mais?
      A verdade não conheço e acho impossível de entender, mas tento explicar meu ponto de vista:
      Somos bombardeados constantemente por histórias de "sucesso" em que pessoas ganharam ao usarem cabeças como escadas e ombros como corrimão. Essas bombas chegam aos nossos ouvidos por um único motivo: são polemicas.
      Logo, por "conhecermos" apenas casos de sucesso em que vítimas são feitas por um atacante bem sucedido, todos os casos de sucesso assumem essa característica.
      É a absurda lógica do absoluto batendo a nossa porta. Abrir e submeter-se a ela é escolha individual.
      Tento não me ater a essa fórmula básica de Sucesso = FracassoAlheio.
      Procuro entender cada caso como um caso isolado. 
      Sem atacantes ou dissimulados. Sem culpados ou vítimas. Apenas alguém que obteve sucesso na vida.
      Se esta pessoa teve sucesso de forma idônea ou não, mesmo que de pouco adiante, deixo minha moral me guiar e julgar pelo que é certo ou errado. Pelo que deve admirar e pelo que devo "escarniar".
      Não estou dizendo que o que digo é correto ou o que eu faço seja certo. Apenas que tento me manter imparcial até o momento em que conheço todas as variáveis do sucesso.
      Ok. Mas por qual motivo você resolve começar seu blog com um texto grande e chato como esse?
      Que tal este momento de eleições no qual estamos? Onde os expertos mostram as falhas alheias e, os mais espertos ainda, se fazem de vítimas inocente perseguidas pelos invejosos.
      Porque não? Em um único estado temos um ficha suja que faz uso do vitimismo da perseguição para ganhar votos da pena de eleitores. 
      Temos um candidato que usa o filho como atacante porque sabe que, se atacar pessoalmente, terá seu telhado de vidro completamente estilhaçado. 
      Temos um fantoche de um ditador fortificado pela máquina
      E temos um candidato que, por ser tachado como rico, é atacado e tem o povo incitado por seus concorrentes.
      Agora cabe a cada um deixar sua moral julgar: 
      Qual destes é uma vítima de verdade? (se é que ela existe) 
      Qual destes teve um sucesso sinceramente merecido? 
      Qual destes merece realmente o escárnio da População?